Porto Seguro: Depois de brutal assassinato de Jovem Pataxó, aldeia incendeia casa de evento

Policia identificou criminoso

Indígenas da etnia Pataxó atearam fogo na casa do dono da festa em que o jovem Vitor Brás Souza, de 23 anos, foi morto no último domingo (13), em Porto Seguro, no sul da Bahia.

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De acordo com informações, a casa foi incendiada por um grupo de indígenas que também interditaram parte do KM-13 da BR-367. Vitor foi  morto com dois tiros nas costas após ter reclamado do volume do som de uma festa estilo paredão que acontecia a 500 metros da tribo.
 O rapaz chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Luís Eduardo Magalhães. Vitor era casado e deixa dois filhos, um de cinco anos e outro de dois meses. O jovem era liderança indígena ativa na região e participava de eventos reivindicando direitos dos indígenas..com/img/a/

.com/img/a/A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas no inquérito que apura a morte de Vítor Braz de Souza.

 

Um.com/img/a/a das testemunhas contou em depoimento que o volume do som da festa estava tão alto que chegava até a aldeia, incomodando muita gente, especialmente crianças e idosos, que não conseguiam dormir. Vítor ficou especialmente incomodado porque na residência dele havia a esposa, que estava em resguardo, e um bebê de apenas dois meses.

Por volta das 22h, ele reuniu um grupo pessoas da aldeia e foi até o local da festa. Chegando lá, uma mulher, que seria organizadora da festa, disse ao grupo que o evento tinha alvará para sua realização.

Segundo a testemunha, o grupo informou à mulher que o imóvel onde acontecia a festa ficava em área indígena e que o som estava muito alto, prejudicando o sossego de toda aldeia. Ela também foi avisada que, conforme o regulamento da aldeia, é permitido som até as 22h, em volume que não incomode terceiros.

A organizadora queria que a festa continuasse até a meia-noite, o que não foi aceito pelo grupo de índios. Foi combinado, então, que o evento se encerraria às 23h. Apesar de contrariada, ela abaixou um pouco o volume, mas como o som continuava se propagando até a aldeia, os indígenas retornaram ao local do evento por volta das 23h20. Novamente foram atendidos pelo segurança e pela organizadora.

AGRESSÃO – Os pataxós solicitaram que a festa fosse encerrada imediatamente, pois já havia passado das 23h. Quando o grupo viu que o pedido foi atendido, começou a deixar o local. Vítor seguia alguns metros atrás, conversando com a organizadora e com dois homens, quando um deles desferiu um tapa no pescoço da vítima. Vítor e o agressor entraram em luta corporal no chão e, em um dado momento, o jovem indígena foi baleado.

Em depoimento, a testemunha disse não se lembrar se o agressor disparou mais tiros contra a vítima. Logo após o disparo, o atirador saiu caminhando normalmente em direção à festa. O jovem pataxó foi socorrido por lideranças indígenas e levado para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, onde acabou morrendo

ENTERRO – O corpo de Vítor foi velado na aldeia Novos Guerreiros, onde ele era muito querido e considerado uma liderança estudantil. Antes do enterro, ocorrido no final da tarde desta segunda-feira no cemitério indígena de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, foi realizado um ritual indígena na aldeia. O autor dos disparos já foi identificado e é procurado..radar54

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