Grupo Bolsonarista pode estar envolvido no atentado contra assentamento do MST em Prado

Agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participavam de uma assembleia no assentamento Fabio Henrique, em Prado (BA), na manhã de domingo (31), foram surpreendidos por um ataque a tiros.

Cerca de 20 homens encapuzados invadiram o local, incendiaram dois ônibus, fizeram trabalhadores reféns e atiraram contra carros e casas. Ninguém ficou ferido.

A direção do MST se referiu ao atentado como uma “ação coordenada”, que teria sido realizada por grupos bolsonaristas da região.

Trabalhadores foram perseguidos, tiveram armas apontadas contra suas cabeças e foram obrigados a caminhar entre uma plantação de eucalipto, vizinha ao assentamento. Esse momento foi registrado no vídeo abaixo, em que se podem ouvir os disparos.

Os agricultores que foram mantidos como reféns relatam que os invasores exigiam que eles localizassem os dirigentes do MST da região.

Os moradores do assentamento Fabio Henrique registraram um boletim de ocorrência no mesmo dia, e policiais militares foram enviados ao local.

“Alguns indivíduos que participaram do atentado foram identificados pelos trabalhadores. São indivíduos ligados aos grupos bolsonaristas na região e que frequentam o Casarão Brasil, espaço de articulação bolsonarista e de promoção fake news, localizado em Teixeira de Freitas (BA)”, diz texto divulgado pelo movimento.

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Segundo o  SITE Brasil de Fato não conseguiu contato com o Casarão Brasil. O Secretario de Segurança Pública da Bahia, Mandarino, enviou reforço da PM para o local e agentes da Policia Civil investiga  o caso. O site A Tribuna Bahia fez contato com o Casarão Brasil mas, até o fechamento da matéria não obteve resposta.

Os moradores do assentamento Fabio Henrique, Rosinha do Prado, Jaci Rocha e Egidio Brunetto, tem sido alvo de disputa entre trabalhadores ligados ao MST e grupos bolsonaristas donos de empresas que trabalham prometendo legalizar as terras e ainda emprestar dinheiro aos trabalhadores. Segundo as investigações, um radialista da região trabalha na defesa dos criminosos bolsonaristas  na divulgação de fatos criando discórdia entre o assentamento e seus lideres, Até o momento ninguém foi preso e a Policia Federal foi acionada.

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento com mais informações.

Edição: Vinícius Segalla

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