A Dor e a luta dos Cubanos /A Tribuna Ba

Seis dias após os protestos, governo de Cuba mobiliza apoiadores | Exame
Regime ultrapassado e paroquial, discurso enfadado como calça de boca de sino, Cubanos começam a reagir depois de 60 anos,  sob um regime ”arcaico” de isolamento e empobrecimento da população. Com a falsa promessa em transformar a ilha em lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos, Fidel chegou ao poder através das armas e transformou Cuba em um pais de miseráveis diplomados. Diante dos protestos que vem ocorrendo parece que a liberdade dos cubanos é questão de tempo. os cubanos escreveram a seguinte frase na internet: ‘Estávamos com tanta fome que comemos o medo‘.”( Comentário  Edmilson Ciriaco)
Matéria exclusiva : do jornal O Estado de S. Paulo
Cuba busca saída para driblar crise e embargo dos EUA(YAMIL LAGE / AFP)

Cuba busca saída para driblar crise e embargo dos EUA

Houve aumento do preço dos produtos, com uma inflação em alta de cerca de 500%

A queda de quase 90% no número de turistas em Cuba nos primeiros cinco meses de 2021, em comparação ao mesmo período do ano passado, evidenciou a crise econômica vivida na ilha. O aumento do preço dos produtos, com uma inflação em alta de cerca de 500%, e a dificuldade em obter alimentos são provas de que Havana ainda tem uma economia muito dependente de importações e dificultada pelo embargo americano, que dura quase 60 anos. A insatisfação popular com a crise ficou levou aos protestos domingo em diferentes cidades da ilha.

Com medidas excepcionais e programas como o Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional, conhecido como Plano PAN e em início de implementação, o governo tenta criar políticas públicas que diminuam a dependência das importações e melhorem a produção nacional para ter a economia menos impactada pelo embargo e, atualmente, pela pandemia da covid-19.

Cuba realizou mudanças econômicas ao longo dos anos, mas ainda não conseguiu uma estrutura que permitisse a independência da ajuda de outros países. Até os anos 90, o país tinha como principal fonte de renda a exportação de açúcar, tabaco e rum. A União Soviética comprava a maior parte dessa produção e isso permitia ao país caribenho ter até um orçamento pré-determinado

“Com a queda da URSS, Cuba passa a tentar outras alternativas. A ilha tem até minérios interessantes, como níquel, cobalto, mas sem uma boa indústria extrativista. Nesse caso, o embargo econômico cria problemas sérios porque eles não conseguem importar maquinário”, explica Marques.

O maior impacto do embargo americano e das restrições impostas pelos EUA é ao sistema financeiro da ilha. “Isso ocorre porque as instituições financeiras e as empresas com operações ligadas aos EUA são cuidadosas para não chamar a atenção Departamento do Tesouro e do Departamento de Estado”, diz o presidente do Conselho Econômico e Comercial EUA-Cuba, John Kavulich.

Esperança do turismo

Após os anos 90, com a dívida externa alta e os problemas econômicos internos, Cuba fez acordos com empresas internacionais, principalmente europeias, para desenvolver o turismo. Redes hoteleiras passam a explorar pontos turísticos e uma porcentagem do dinheiro ficava com o Estado, que também fornecia a mão de obra.

Mas foi justamente o turismo o mais foi afetado com a chegada da pandemia de covid-19 em Cuba. Com o fechamento das fronteiras, o setor que era responsável por levar cerca de US$ 3 bilhões por ano à ilha passou a levar apenas US$ 1 bilhão. “A pandemia de covid-19 foi devastadora para a economia cubana”, afirma Kavulich.

Outra forma de o governo cubano conseguir arrecadar é com a exportação de mão de obra qualificada. Com um sistema que fornece educação de qualidade a todos os cidadãos, a maioria dos cubanos tem diploma universitário e fala mais de um idioma. Com isso, seus médicos e professores eram muito requisitados para atuar em outros países.

Mas a mudança de governos em países como Brasil, Bolívia e Equador, além da crise econômica e política que a Venezuela atravessa, diminuíram a demanda por esses profissionais.

“A discussão do fato de o governo cubano ficar com parte do que esses profissionais recebiam e as mudanças ideológicas nos comandos dos países fez isso diminuir. Agora, você tem em Cuba uma população jovem altamente qualificada e sem perspectivas de futuro, isso é muito complicado”, explica Marques.

O cubano Rafael Antonio Moreno é engenheiro eletrônico e conta ao Estadão que quer ver mudanças nas lideranças do país. “Há um descontentamento geral, as pessoas estão morrendo e passando dificuldades muito sérias. E o principal problema é que não há futuro aqui. Os dias passam, os meses, e tudo piora.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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