Fazendeiros ganham na justiça direito de plantar eucalipto em Itamaraju

Edmilson Ciriacco/Estudante de Sociologia/Universidade Paulista

Editor Chefe/ A Tribuna Bahia

                               O MONSTRO ESTA CHEGANDO

 

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A natureza e agricultura familiar sendo vencidas pela ganancia

Esta no próprio  a  portal da Prefeitura Municipal de Itamaraju enaltecendo a atividade agropecuária e a agricultura familiar , diz o texto: ”bastante diversificada é, sem dúvida, o setor econômico mais importante do município, maior gerador de emprego e renda, com destaque para uma pecuária forte, que tem a maior área ocupada do município e maior rebanho do Estado, com aproximadamente 170 mil cabeças de gado, com excelentes exemplos de criadores e criações de alto padrão genético. Na agricultura, destaque para o café conilon, atividade que mais avançou nos últimos anos, ocupando aproximadamente 20.000 hectares de área, o cacau, se reerguendo com as novas técnicas de produção, a pimenta do reino, que vem se consolidando como excelente alternativa, além da fruticultura, que se apresenta como ótima opção (maracujá, mamão e banana).”-completa: ”O município possui um polo cerâmico, fornecedor regional de lajotas e telhas de barro, fábricas de condimentos, confecções, móveis e produtos de madeira reflorestada, artefatos de alumínio e concreto, entre outros, que, ”aliados à diversidade de produção agrícola e ao grande número de agricultores familiares, garantem maior estabilidade na distribuição de renda, promovendo uma rede de comércio diversificada e consolidada.”

Quando houve a greve geral dos caminhoneiros, Itamaraju foi o município menos afetado por produtos agrícolas, carne, leite frutas e verduras, queijos, farinha, carne suiná e frangos, por sua farta produção da agricultura familiar que leva comida orgânica as feiras livres e as casas dos moradores, tudo isso porque não plantávamos eucalipto como Eunápolis, Itapebi e outros municípios que agora vivem assolados pela seca, falta de alimentos e homens do campo morando na cidade em condições sub humanas, porque venderam suas terras para os grandes plantadores de eucalipto.

Vereadores e integrantes de um grupo liderado pelo prefeito Marcelo Angênica e pelo fazendeiro Jorge Almeida,  tentaram em 2017 uma manobra com a Câmara de  vereadores de Itamaraju em parceria com a empresa SUZANO”modificar a lei e ampliar o plantio de eucalipto, com a pressão popular , na época recuaram, mas foram a justiça  e agora conseguiram derrubar os artigos da Lei Municipal N°583, criada em 2001, e que limitava o plantio de Eucalipto nas terras do município.

Segundo apurou o site sigaanoticia , a  decisão foi publicada no Diário Oficial da Justiça, proferida em um Mandado de Segurança impetrado em 2018,

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Divulgou o site: ”Com a decisão, divulgada nos primeiros dias desse ano, agora tornaram-se inconstitucionais os artigos 1° e 3° da lei, que tratavam do limite da área a ser cultivada e também determinava que as plantações de eucalipto ficassem distantes pelo menos 5 mil metros das margens de nascentes e dois mil metros dos rios do município.

A partir de agora estão revogados os artigos da lei e os produtores poderão plantar em até 100% da área de sua propriedade, fato que tem assustado a comunidade de Itamaraju que teme os impactos ambientais e Sociais.

Segundo informações, grandes fazendas de café e mamão já estaria negociando a derrubada das lavouras para plantarem eucalipto, fato que pode gerar um desemprego para mais de 5 mil pessoas em Itamaraju, pois a economia da cidade se movimenta basicamente da colheita do café, pimenta e demais lavouras que utilizam grande mão de obra, diferente do eucalipto onde quase tudo é feito por máquinas.”

Em 2009, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) elaborou uma proposta para classificar o eucalipto como espécie invasora. De acordo com a lei, espécie invasora é aquela que é suscetível de, por si própria, ocupar o território de uma forma excessiva, em área ou em número de indivíduos, provocando uma modificação significativa nos ecossistemas. Os eucaliptos, a par das acácias e das háqueas, são espécies não indígenas (exóticas). Importa ter em atenção que as espécies não indígenas, com carácter invasor e já introduzidas na Natureza, terão de ser objeto de um plano nacional com vista ao seu controlo ou mesmo à sua erradicaçã-Disse o especialista João Pimenta. Os grandes países do mundo não aceitam eucaliptos em suas terras e estão expandindo para países de terceiro mundo, onde a ganancia por dinheiro com o plantio do eucalipto destruirá nossos rios, nossas lavouras, nosso eco sistema e trará graves problemas sociais como: a evasão dos pequenos agricultores e seus familiares do campo, em consequência cidade superlotada, favelada e aumento de criminalidade causada pelo desemprego e falta de perspectiva. Enfim, esse é o monstro chamado ”EUCALIPTO” que esta chegando para destruir Itamaraju e enriquecer ainda mais os grandes latifundiários.

Edmilson Ciriacco

Estudante de Sociologia/Universidade Paulista

Editor Chefe/ A Tribuna Bahia

Com informações do site: Siganoticia

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