Veracel desobedeceu e ordenou enfrentamento contra posseiros e quase terminou em tragédia

acusada de grilagem pela imprensa internacional em terras no Sul da Bahia, Veracel enfrenta ações judiciais e tem tentado tirar trabalhadores das terras impondo a força e o terror.

Agora  os conflitos se intensificaram. O site A Tribuna Bahia, em parceria com o comunicador Jean Ramalho do site Futucando vem acompanhando a dramática situação entre Veracel e Posseiros.

O problema que resultou em seguranças e sem terras feridos e veículos incendiados se acirrou desde o dia 19 de junho, quando prestes a cumprir uma liminar de reintegração de posses em favor da Veracel, teria havido uma reunião na 7ª Cia de Polícia Militar na noite anterior do dia 18 de junho somente com a presença de prepostos da Veracel, havendo a manifestação da Associação de não ter sido intimada e os posseiros e alguns integrantes da associação só foram intimados a comparecer no outro dia, 19 de junho para uma reunião ocorrida já no dia anterior e que não foi remarcada. O advogado criminalista Dr. Mário Júnior Pereira Amorim, que defende a Associação APRAF protocolou na Polícia Militar um ofício informando que a reunião foi comunicada depois de acontecida para alguns e não a associação e nem ele como advogado das partes, o que tornou a reintegração nula, já que na Bahia é necessária uma reunião prévia ordenada pela Casa Militar, dando ciência a todos.

Assista ao resumo dos quase três dias de reocupação das áreas, salientando que neste mesmo lugar já ocorreram retornos de movimentos sociais e posseiros em outras reintegrações de posses de um processo que se arrasta há quase 10 anos sem audiência de conciliação, sem ouvir testemunhas e tramita reformando liminares, apesar de várias denúncias e pedidos de perícia técnica.

Um documentário foi exibido na Finlândia mostrando a preocupação e prevendo que isso pudesse acontecer. A Stora Enso e a Veracel já sabem há muito tempo destes problemas e nunca ouviu ninguém, sendo co-responsáveis, juntamente com o Judiciário e o Governo da Bahia por tragédias que ocorrerem daqui pra frente nestas localidades e em outras já noticiadas também pela TV YLE e pelo Futucando do radialista Jean Ramalho parceiro do site A Tribuna Bahia.

O clima estava cada vez mais tenso nas áreas, com a presença de guardas da GPS que estavam impedindo  e dificultando bem antes da Reintegração de posse, a circulação dos integrantes da APRAF e dos posseiros Geraldo e Derolino, e dias e meses atrás o Futucando já noticiava discussões entre o advogado da associação APRAF e dos posseiros Geraldo e Derolino, com um dos advogados da Veracel, noticiamos que a Veracel estava abrindo valetas profundas e colocando porteiras nas estradas e a troca de agressões verbais e quase físicas estava ocorrendo entre sem terras e a GPS meses antes do incêndio aos veículos.

Para que se entenda, havia nesta área uma Associação chamada Sapucaeirinha que fez negociações com a Veracel para a compra de terras que os sem terras dizem ser devolutas e que a empresa não teria título. Feita a transação, parte dos associados quiseram acompanhar a saída da terra sob a coordenação do presidente da Sapucaeirinha  e a outra parte insatisfeita com o negócio realizado permaneceu na área de terras, construiu uma nova associação e através de seu advogado criminalista, Dr. Mário Júnior, protocolaram um pedido de negociação para que tivessem as mesmas ofertas de compras das áreas e que foram celebradas com outras associações, até o momento não foi respondido e que agora, após o confronto a APRAF não tem mais interesse em comprar, pois protocolou denúncia de que a Veracel extrapolou a quantidade de um quarto permitidos para plantios em Eunápolis, sendo então aplicada lei federal que anula matrículas excedentes e a reintegração de posse seja dada para os associados.

Nossa reportagem acompanhou desde o início da manhã de domingo, 30 de junho, momentos da retomada das áreas de terras, onde os integrantes da APRAF e Posseiros voltaram para as suas posses que ainda não tem decisão judicial. Desde a manhã, o clima seguiu tenso e no início da tarde, a Polícia Militar foi ao local conversar com o advogado dos associados e dos posseiros, garantindo a todos tranquilidade, pois seriam retiradas as máquinas e cessariam os conflitos no local.

A Veracel e a GPS deixaram os seus guardas em uma verdadeira arena de guerra e segundo uma fonte, eles chegaram a informar que estariam correndo perigo, mas um superior da empresa Veracel, teria obrigado eles a fazerem o enfrentamento, sob pena de demissões, em terras com entradas bloqueadas, crateras abertas e perigos constantes. Como pode ser visto nos vídeos, uma tragédia poderia ter acontecido, muita coisa poderia ter sido evitada .

04.07.2019 | NOTA DO MST A IMPRENSA

Na última terça-feira (02/07), aconteceu um conflito envolvendo um grupo de pessoas na fazenda Sitio Esperança e Mutum contra vigilantes da empresa terceirizada de segurança (Grupo Predial Sistema de segurança) da Veracel, o caso ocorreu no distrito de Barrolândia, zona rural do município de Belmonte, no extremo sul da Bahia.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vêm por meio desta, esclarecer o erro de interpretação que está sendo divulgado em alguns veículos de comunicação. O MST afirma não ter nenhuma relação com o conflito ocorrido entre esse grupo e que não tem nenhum envolvimento com os automóveis e/ou patrimônios degradados da Veracel ou da terceirizada GPS.
Inclusive reafirmamos que na região do conflito, em Belmonte, não há incidência e nenhuma área de acampamento ou assentamento do MST. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra repudia qualquer tipo de violência no campo e reitera que para superação desses conflitos é necessária a Reforma Agraria.
Esperamos que haja uma retratação pelos veículos de comunicação que estão divulgando a notícia falsa, que tem por objetivo criminalizar o MST e a Reforma Agrária por algo que o mesmo não cometeu e não tem nenhuma relação.
 
Jean Ramalho/Futucando Noticias

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